Brasil vence a Áustria no último amistoso antes da Copa

Acabaram os testes. Agora é buscar a sexta estrela.

Por O GLOBO | 10 de junho de 2018 às 15:53

 

VIENA — Foi um amistoso melhor do que o esperado. O adversário e sua torcida, com espírito de Copa do Mundo, têm parcela de culpa nisso. Mas quem foi o maior responsável foi a seleção. Tite colocou em campo o que tem de melhor nas mãos. Foi com isso que conseguiu vencer por 3 a 0 e seguir para a Rússia com a autoestima nas alturas. Acabaram os testes. Agora é buscar a sexta estrela.

 

O que ficou de lição na partida é que o Brasil precisa de Philippe Coutinho no meio de campo. Com ele, a seleção ficou com o jogo mais fluído, teve mais qualidade na transição do meio para o ataque. Ele e Neymar trocaram posições algumas vezes. Assim, o jogador do Barcelona não ficou sempre tão distante da grande área. Numa dessas escapadas, marcou o terceiro gol da seleção brasileira.

Outra evidência que o amistoso deixou foi a disposição da seleção brasileira em recuperar a bola ainda no campo de defesa do adversário. Várias vezes a saída de jogo da Áustria ficou prejudicada por causa da marcação alta dos atacantes. Foi assim que teve boas chances de gol, especialmente no segundo tempo, quando o nível de concentração do rival caiu.

 

No primeiro tempo, empurrada por 49 mil torcedores, a seleção da Áustria fez jogo correto. Embalada por sete vitórias seguidas, manteve a linha de cinco zagueiros bem postada e tentava jogar com a bola. Em dois ataques no lado de Miranda e Marcelo, levou perigo ao gol de Alisson.

 

Aos poucos, porém, o Brasil foi tomando conta da partida, ainda antes do intervalo. O gol que abriu o placar veio na sorte — aos 34 minutos, Gabriel Jesus aproveitou a rebatida para bater com categoria. Ainda assim, o resultado era merecido.

 

No segundo tempo, com a Áustria interessada em buscar o empate, acabou-se a linha de cinco dos europeus e a seleção brasileira teve o que mais gosta nesse mundo: o contra-ataque. Foi dessa maneira que Neymar marcou o segundo, aos 17 da segunda etapa, depois de drible desconcertante no zagueiro.

 

O terceiro foi a mesma coisa, com um toque de déjà vu. Coutinho tabelou com Firmino, companheiro dos tempos de Liverpool, avançou livre pela esquerda e bateu cruzado. Só não saíram o quarto e o quinto por falta de capricho na conclusão. Mas não fizeram falta.

 

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